segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Sistema educacional na Finlândia

Nestes primeiros posts vou comentar sobre os países que tem sido referência em educação. Vamos começar pela Finlândia, país que inventou a sauna (estima-se cerca de 2,2 milhões de saunas para um país europeu com cerca de 5,5 milhões de habitantes) e que trm pilotos de Fórmula 1 conhecidos como Mika Hakkinen e Kimmi Raikkonen (perdão pelos possíveis erros na escrita...rs).

Mas a Finlândia tem se destacado mesmo por possuir um dos melhores sistemas educacionais do mundo, conforme retratado pela posição de destaque no famoso ranking Pisa, feito pela OCDE. E o que chama a atenção são as características principais que  orientam a educação finlandesa.

I) carga horária de aulas reduzida a meio-periodo, pois os finlandeses valorizam a necessidade de tempo livre para as crianças poderem desenvolver a criatividade.

II) mães têm 1 ano de licença-maternidade e pais têm 6 meses. Porém, em determinados casos é possivel que a licença se estenda por um periodo de até 3 anos para um dos pais. 

III) forte qualificação dos professores em que mesmo para o ensino fundamental, os professores precisam ter diploma de mestrado, e há forte concorrência pois os salários pagos são relativamente elevados. Os professores que ensinam para as escolas precisam ter o diploma de mestrado, incluindo treinamento com técnicas de pedagogia. Os professores participam deste treinamento todos os anos. Até porque eles têm uma boa autonomia na forma de ensinar. 

IV) os alunos não são submetidos a testes frequentes para avaliação de desempenho. Os finlandeses afirmam que estes exames padronizados ao estilo americano só reforçam o aprendizado para ganhar notas, e desestimulam o interesse genuino pelo aprendizado e desenvolvimento intelectual.

V) politica do “no child left behind” em que há um investimento forte para que todas as crianças possam ter a mesma oportunidade ao ensino de qualidade. Inclusive os filhos de imigrantes. Aliás, há um número elevado de creches gratuitas.

VI) estrutura de carreira escolar. Além da formação escolar tradicional, envolvendo ensino fundamental, médio e universidade, os finlandeses podem seguir uma carreira dita vocacional, que apresenta uma proximidade maior com o mercado de trabalho profissional fora do mundo acadêmico. Nesta linha, basicamente após completar o ciclo tradicional de ensino dos 7 aos 16 anos, após alguma experiência profissional (como de jovem aprendiz), os jovens podem se inscrever em uma universidade de ciências aplicadas e depois de formados e após 3 anos de experiência profissional, eles se qualificam para um mestrado profissional, também na universidade de ciências aplicadas.

Estas são apenas algumas das caracteristicas interessantes em que podemos nos inspirar para um futuro melhor para o Brasil. Claro que a Finlândia é um país desenvolvido, com um renda média elevada e baixa desigualdade de renda. Mas a idéia deste blog é pegar os exemplos mundo afora, e ver alguns caminhos que podemos traçar.

domingo, 23 de setembro de 2018

Novo Blog

 Meu nome é Mauricio, e sou apenas mais um dentre os milhões de brasileiros que irão às urnas em Outubro para escolher o novo presidente, governadores, senadores e deputados. Ando meio desanimado com o andamento das eleições presidenciais, com a intolerância com visões opostas e discurso do ódio de várias partes e falta de debate de assuntos urgentes e principalmente os mais relevantes para mudar a trajetória de nosso país. 
Me incomoda esta falta de serenidade para discussão de assuntos efetivamente relevantes. Há muitas críticas a respeito do que foi feito por governos anteriores, ou mesmo do que deve ser feito daqui para a frente, mas pouca ênfase no passo-a-passo do que pode ser feito para mudar o país de forma estrutural.

Pensando nisso, decidi mudar o objetivo deste blog que estava abandonado...rs...e na época focado em assuntos diversos.

A idéia deste blog agora é começar falando de experiências mundo afora e também no Brasil sobre temas que podem  efetivamente mudar o patamar de desenvolvimento sócio-econômico do Brasil. Então decidi começar focando em educação, que é consenso se tratar do tema mais relevante para mudar a cara de um país. Meu desafio é escrever de uma forma objetiva e principalmente de fácil entendimento, mas sob um olhar de economista dada a minha formação acadêmica.

Sou formado em economia pela Usp, e tenho mestrado em economia pela Federal do Rio Grande do Sul, especialização em politica econômica internacional pelo Instituto para a Economia Mundial na cidade de Kiel , na Alemanha, e mestrado em politicas publicas e desenvolvimento na Escola de Economia de Paris, na França.