segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Um elogio

Estava eu arrumando meu guarda-roupa quando me deparei com o cachecol que comprei no caminho para o Stade de France quando assisti ao fatídico jogo França x Brasil em que mais uma vez perdemos para os franceses. Nem precisaria dizer que depois daquele jogo, nunca mais usei aquele cachecol com grandes letras mostrando o nome das seleções, que só agora volta a ser útil para revelar a data do confronto: 09 de fevereiro de 2011.
Claro que a seleção naquela época, ainda comandada por Mano Menezes era bem diferente...só para se ter uma idéia, Robinho era o segundo atacante (por algum motivo que não me lembro, acho que convocaram só os jogadores que estavam na Europa).

Bom, mas paro aqui meu comentário futebolístico deste post, e quero voltar ao assunto do post que os senhores (e senhoras) leitores podem ver logo abaixo. Na saída do estádio caminhei até a estação de metrô mais próxima que obviamente estava lotada. Em dias de jogo eles costumam liberar as catracas. Congestionamento humano mas pouco a pouco as pessoas foram entrando nos trens que passavam seguidamente (espera de menos de  minutos). Ou seja, guardo uma avaliação muito positiva.

O mesmo cenário surpreendentemente positivo encontrei no jogo México x Itália válido pela primeira fase da Copa das Confederações neste ano. O jogo foi no Maracanã e tenho elogios ao esquema organizado de acesso e saída dos estádios e mesmo com o mesmo cenário de metrô lotado, os trens foram passando com frequência maior que a usual para atender à grande demanda.

Temos muitas críticas ao nosso país em diversas áreas, inclusive no deficiente transporte público, que em dias usuais não funciona deste forma tão eficiente. Muito longe disso! Porém fica aqui um elogio ao dia deste jogo que mostra que temos condições de planejamento, organização e implementação. Falta "apenas" sistematizar este comportamento...

sábado, 12 de outubro de 2013

Congestionamento humano

Vim para São Paulo em 1997 para fazer faculdade, e descontando os anos em que morei em outros locais desde então, moro há 12 anos em Sampa. Assim como inúmeros brasileiros que residem em Sampa ou que moram em cidades vizinhas e vem para Sampa seja para trabalhar e/ou estudar, tenho que conviver diariamente com o verdadeiro congestionamento humano de uma cidade com mais de 11 milhões de habitantes, e mais de 20 milhões na região metropolitana de São Paulo.

Em uma cidade cujo custo de vida não pára de subir, optei neste momento por não ter carro devido aos elevados custos envolvidos, combustível, seguro, e principalmente dois estacionamentos próximos ao meu local de trabalho e de residência, pois meu prédio não tem garagem. Entretanto, depender de transporte público é um teste para a paciência. Tenho convivido com o metrô lotado todos os dias e principalmente a lentidão das baldeações. Em geral, o sistema de metrô funciona bem, mas o problema é que qualquer falha no sistema (mesmo de 5 minutos) leva a um congestionamento humano ainda maior e lá vamos nós, trabalhadores, estudantes, donas de casa e aposentados esmagados como verdadeiras sardinhas enlatadas.

As soluções possíveis têm sido discutidas intensamente e como em qualquer outra área, há aqueles pontos de consenso que todos estamos cansados de ouvir na mídia -- ampliação das linhas de metrô, corredores de ônibus, monotrilhos, etc:. Além disso, também há consenso sobre a necessidade de levar o local de trabalho mais próximo ao da população. A idéia principal é conceder incentivos tributários para empresas que queiram se instalar em regiões periféricas da cidade. Porém, precisamos pensar em medidas adotadas hoje que estejam alinhadas com um objetivo maior de longo prazo. Neste sentido, acredito que uma das medidas possíveis seria um planejamento de atração de empresas que atuem em segmentos relacionados ao perfil dos cursos de faculdades e escolas técnicas para que os estudantes consigam oportunidades de estágio sem necessidade de um grande deslocamento. Ou mesmo, fazer o contrário, primeiramente atrair empresas  de um determinado segmento para a região, e a partir daí já decidir sobre a construção de escolas técnicas para suprir parte da mão-de-obra futura necessária.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Memórias da Patagônia!

Passei alguns dias de férias na Patagônia Argentina (conhecida como Patagônia Austral) com a minha namorada e conhecemos três cidades: El Calafate, El Chaltén e Ushuaia.

Foi uma viagem muito interessante porque passamos por paisagens muito diferentes das que encontramos no Brasil. Ficamos hipnotizados com a beleza e imensidão do Glaciar Perito Moreno que fica próximo à cidade de El Calafate. Este Glaciar é um bloco gigantesco de gelo que se estende por uma área de cerca de 280 quilômetros quadrados e possui uma altura equivalente a um edifício de 30 andares. O Glaciar tem uma atividade interna intensa, com desprendimento de blocos de gelo que provocam  um som parecido com a explosão de uma bomba. Ao contrário de outros glaciares espalhados pelo mundo que vem se reduzindo, o Glaciar Perito Moreno vem se expandindo.

Gostamos muito da pequena cidade de 1500 habitantes (praticamente uma vila!) chamada El Chaltén. Foi a menor cidade pelo qual passei em minha vida, e onde encontramos a maior concentração de restaurantes por metro quadrado! rs. Aliás, tem um restaurante muito bom chamado Ahonikenk onde provamos a melhor empanada de cordeiro!Assim como o Glaciar Perito Moreno, ela fica localizada dentro do Parque Nacional Los Glaciares. El Chaltén é a cidade mais nova da Argentina e foi fundada em 1985, sendo considerada a capital nacional do trekking. Há diversas trilhas muito bem demarcadas que podem ser feitas sem necessidade de guia. No primeiro dia, após almoçarmos no Ahonikenk, fizemos uma trilha que levou cerca de quatro horas de caminhada (duas horas para ir e duas horas para retornar) rumo à Laguna Capri. Foi um dia meio cansativo porque começamos o passeio relativamente tarde, e não tínhamos a exata noção da distância até a Laguna. As trilhas são bem complicadas no sentido de passar por terrenos acidentados com pedras e lama pelo caminho e muitas subidas e descidas. Nesta trilha chegamos a cerca de 250 metros de altitude. No dia seguinte, já mais preparados psicologicamente embarcamos na trilha mais longa que levou cerca de 7 horas no total. Foram 3 horas ida e 3 horas volta com direito a um almoço-lanche às margens da Laguna Torre. Foi uma caminhada longa porém premiada com lindas paisagens da natureza -- pequenas cachoeiras, rios, planícies, florestas e a vista dos imponentes montes Cerro Torre (com seus aproximados 2100 metros de altura) e Fitz Roy que tem cerca de 2500 metros de altura e é formada com pedra de granito. A Laguna Torre fica ao lado do Glaciar Grande e pude experimentar a sensação gélida de tocar em sua água semi-congelada.
Por fim, encerramos nossa viagem na famosa Tierra del Fuego Ushuaia. Recomendo a navegação pelo Canal Beagle onde passamos próximo a Isla de Los Lobos que tem centenas de lobos (ou leões) marinhos. Esta ilhota também tem centenas de aves chamadas Cormorán, que de longe são parecidas com pinguins principalmente pela sua coloração branca e preta, mas que de perto nota-se claramente algumas diferenças como a penugem na cabeça, pescoço alongado e patas parecidas com as de pato. Além disso, há uma diferença fundamental: as cormorán voam enquanto los pinguinos no! Outro passeio que valeu muito a pena foi o do jipe 4x4 em que passamos ao lado dos Lagos Escondido e Fagnano (outra paisagem inesquecível!) e almoçamos em uma pequena casa localizada dentro da floresta.


                                                 Laguna Torre (com Cerro Torre ao fundo)
 
Restaurante Ahonikenk
 
Glaciar Perito Moreno

 

                                                  Lobos Marinho e "Los Fake Pinguinos" rs