quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

" The past is history, the future is a mistery, but today is a gift - that´s why they call it 'present' "

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Um elogio

Estava eu arrumando meu guarda-roupa quando me deparei com o cachecol que comprei no caminho para o Stade de France quando assisti ao fatídico jogo França x Brasil em que mais uma vez perdemos para os franceses. Nem precisaria dizer que depois daquele jogo, nunca mais usei aquele cachecol com grandes letras mostrando o nome das seleções, que só agora volta a ser útil para revelar a data do confronto: 09 de fevereiro de 2011.
Claro que a seleção naquela época, ainda comandada por Mano Menezes era bem diferente...só para se ter uma idéia, Robinho era o segundo atacante (por algum motivo que não me lembro, acho que convocaram só os jogadores que estavam na Europa).

Bom, mas paro aqui meu comentário futebolístico deste post, e quero voltar ao assunto do post que os senhores (e senhoras) leitores podem ver logo abaixo. Na saída do estádio caminhei até a estação de metrô mais próxima que obviamente estava lotada. Em dias de jogo eles costumam liberar as catracas. Congestionamento humano mas pouco a pouco as pessoas foram entrando nos trens que passavam seguidamente (espera de menos de  minutos). Ou seja, guardo uma avaliação muito positiva.

O mesmo cenário surpreendentemente positivo encontrei no jogo México x Itália válido pela primeira fase da Copa das Confederações neste ano. O jogo foi no Maracanã e tenho elogios ao esquema organizado de acesso e saída dos estádios e mesmo com o mesmo cenário de metrô lotado, os trens foram passando com frequência maior que a usual para atender à grande demanda.

Temos muitas críticas ao nosso país em diversas áreas, inclusive no deficiente transporte público, que em dias usuais não funciona deste forma tão eficiente. Muito longe disso! Porém fica aqui um elogio ao dia deste jogo que mostra que temos condições de planejamento, organização e implementação. Falta "apenas" sistematizar este comportamento...

sábado, 12 de outubro de 2013

Congestionamento humano

Vim para São Paulo em 1997 para fazer faculdade, e descontando os anos em que morei em outros locais desde então, moro há 12 anos em Sampa. Assim como inúmeros brasileiros que residem em Sampa ou que moram em cidades vizinhas e vem para Sampa seja para trabalhar e/ou estudar, tenho que conviver diariamente com o verdadeiro congestionamento humano de uma cidade com mais de 11 milhões de habitantes, e mais de 20 milhões na região metropolitana de São Paulo.

Em uma cidade cujo custo de vida não pára de subir, optei neste momento por não ter carro devido aos elevados custos envolvidos, combustível, seguro, e principalmente dois estacionamentos próximos ao meu local de trabalho e de residência, pois meu prédio não tem garagem. Entretanto, depender de transporte público é um teste para a paciência. Tenho convivido com o metrô lotado todos os dias e principalmente a lentidão das baldeações. Em geral, o sistema de metrô funciona bem, mas o problema é que qualquer falha no sistema (mesmo de 5 minutos) leva a um congestionamento humano ainda maior e lá vamos nós, trabalhadores, estudantes, donas de casa e aposentados esmagados como verdadeiras sardinhas enlatadas.

As soluções possíveis têm sido discutidas intensamente e como em qualquer outra área, há aqueles pontos de consenso que todos estamos cansados de ouvir na mídia -- ampliação das linhas de metrô, corredores de ônibus, monotrilhos, etc:. Além disso, também há consenso sobre a necessidade de levar o local de trabalho mais próximo ao da população. A idéia principal é conceder incentivos tributários para empresas que queiram se instalar em regiões periféricas da cidade. Porém, precisamos pensar em medidas adotadas hoje que estejam alinhadas com um objetivo maior de longo prazo. Neste sentido, acredito que uma das medidas possíveis seria um planejamento de atração de empresas que atuem em segmentos relacionados ao perfil dos cursos de faculdades e escolas técnicas para que os estudantes consigam oportunidades de estágio sem necessidade de um grande deslocamento. Ou mesmo, fazer o contrário, primeiramente atrair empresas  de um determinado segmento para a região, e a partir daí já decidir sobre a construção de escolas técnicas para suprir parte da mão-de-obra futura necessária.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Memórias da Patagônia!

Passei alguns dias de férias na Patagônia Argentina (conhecida como Patagônia Austral) com a minha namorada e conhecemos três cidades: El Calafate, El Chaltén e Ushuaia.

Foi uma viagem muito interessante porque passamos por paisagens muito diferentes das que encontramos no Brasil. Ficamos hipnotizados com a beleza e imensidão do Glaciar Perito Moreno que fica próximo à cidade de El Calafate. Este Glaciar é um bloco gigantesco de gelo que se estende por uma área de cerca de 280 quilômetros quadrados e possui uma altura equivalente a um edifício de 30 andares. O Glaciar tem uma atividade interna intensa, com desprendimento de blocos de gelo que provocam  um som parecido com a explosão de uma bomba. Ao contrário de outros glaciares espalhados pelo mundo que vem se reduzindo, o Glaciar Perito Moreno vem se expandindo.

Gostamos muito da pequena cidade de 1500 habitantes (praticamente uma vila!) chamada El Chaltén. Foi a menor cidade pelo qual passei em minha vida, e onde encontramos a maior concentração de restaurantes por metro quadrado! rs. Aliás, tem um restaurante muito bom chamado Ahonikenk onde provamos a melhor empanada de cordeiro!Assim como o Glaciar Perito Moreno, ela fica localizada dentro do Parque Nacional Los Glaciares. El Chaltén é a cidade mais nova da Argentina e foi fundada em 1985, sendo considerada a capital nacional do trekking. Há diversas trilhas muito bem demarcadas que podem ser feitas sem necessidade de guia. No primeiro dia, após almoçarmos no Ahonikenk, fizemos uma trilha que levou cerca de quatro horas de caminhada (duas horas para ir e duas horas para retornar) rumo à Laguna Capri. Foi um dia meio cansativo porque começamos o passeio relativamente tarde, e não tínhamos a exata noção da distância até a Laguna. As trilhas são bem complicadas no sentido de passar por terrenos acidentados com pedras e lama pelo caminho e muitas subidas e descidas. Nesta trilha chegamos a cerca de 250 metros de altitude. No dia seguinte, já mais preparados psicologicamente embarcamos na trilha mais longa que levou cerca de 7 horas no total. Foram 3 horas ida e 3 horas volta com direito a um almoço-lanche às margens da Laguna Torre. Foi uma caminhada longa porém premiada com lindas paisagens da natureza -- pequenas cachoeiras, rios, planícies, florestas e a vista dos imponentes montes Cerro Torre (com seus aproximados 2100 metros de altura) e Fitz Roy que tem cerca de 2500 metros de altura e é formada com pedra de granito. A Laguna Torre fica ao lado do Glaciar Grande e pude experimentar a sensação gélida de tocar em sua água semi-congelada.
Por fim, encerramos nossa viagem na famosa Tierra del Fuego Ushuaia. Recomendo a navegação pelo Canal Beagle onde passamos próximo a Isla de Los Lobos que tem centenas de lobos (ou leões) marinhos. Esta ilhota também tem centenas de aves chamadas Cormorán, que de longe são parecidas com pinguins principalmente pela sua coloração branca e preta, mas que de perto nota-se claramente algumas diferenças como a penugem na cabeça, pescoço alongado e patas parecidas com as de pato. Além disso, há uma diferença fundamental: as cormorán voam enquanto los pinguinos no! Outro passeio que valeu muito a pena foi o do jipe 4x4 em que passamos ao lado dos Lagos Escondido e Fagnano (outra paisagem inesquecível!) e almoçamos em uma pequena casa localizada dentro da floresta.


                                                 Laguna Torre (com Cerro Torre ao fundo)
 
Restaurante Ahonikenk
 
Glaciar Perito Moreno

 

                                                  Lobos Marinho e "Los Fake Pinguinos" rs


quinta-feira, 20 de junho de 2013

"Até quando você vai levando porrada porrada, até quando vai ser saco de pancada..."

O trecho acima é da música de Gabriel O pensador e de algum modo reflete o sentimento da população por trás da onda de manifestações recentes que se alastraram por várias cidades deste Brasil varonil...

http://www.youtube.com/watch?v=rH5TRzmOVFo

Em geral vejo com muito bons olhos estas demonstrações populares que rapidamente mobilizaram tantos brasileiros. Claro que os atos de vandalismo e roubos praticados por um pequeno grupo devem ser repudiados, e os responsáveis devidamente punidos. Mas sem me ater a estas exceções, a grande massa de brasileiros protestou pacificamente, mostrando a força da voz do povo.

Após tantos anos de passividade do povo, que só havia se mobilizado em duas ocasiões (Diretas Já e Fora Collor), desta vez o grito popular engloba diversos temas específicos, que na minha opinião se resumem em dois grandes temas: O primeiro de caráter técnico: a má alocação dos recursos públicos, obtidos com cobrança de impostos elevados e em cascata, sem o devido retorno na qualidade de serviços públicos. O segundo tema é de caráter mesmo (ou falta de...): interesses políticos excusos de alguns que se aproveitam do cargo político para proveito próprio, quando deveriam ter uma visão em prol da sociedade, e não pensando nesta como um grupo de eleitores em potencial.

Ao protestar contra a alta das tarifas de ônibus, na realidade protesta-se contra a cobrança de tarifas elevadas que não encontram correspondência na qualidade do próprio transporte. Veja a precariedade do transporte público Brasil afora, onde milhões de brasileiros passam algumas horas do dia "enlatados" em ônibus e metrôs...

Ao protestar contra a corrupção, na realidade protesta-se contra a alocação de recursos que vêm do povo e deveriam voltar para o povo na forma de melhores serviços, ao invés de serem indevidamente apropriados por aqueles que deveriam servir ao povo, e não se usufruir da situação...

Ao protestar contra os gastos com a Copa e Olimpiadas, na realidade a população não está contra a realização destes eventos, mas sim contra o abuso e ineficiência nos gastos com as obras que deveriam se transformar em legados para a população (veja o cancelamento de tantos projetos de VLTs -- veículos leve sobre trilhos).

Ao se protestar contra a PEC37 que envolve a limitação do papel do Ministério Público, na realidade protesta-se contra a visão mesquinha de políticos que querem se vingar de investigações realizadas pelo MP, com a desculpa que estão fazendo uma reforma institucional, quando na realidade estão ferindo  o princípio básico da governabilidade democrática do Brasil que se baseia no equilíbrio e autonomia dos 3 poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário).


sábado, 27 de abril de 2013

NINA
(canção de Chico Buarque)

http://www.youtube.com/watch?v=VWxASchlDCI

Nina diz que tem a pele cor de neve
E dois olhos negros como o breu
Nina diz que, embora nova
Por amores já chorou que nem viúva
Mas acabou, esqueceu

Nina adora viajar, mas não se atreve
Num país distante como o meu
Nina diz que fez meu mapa
E no céu o meu destino rapta
O seu

Nina diz que se quiser eu posso ver na tela
A cidade, o bairro, a chaminé da casa dela
Posso imaginar por dentro a casa
A roupa que ela usa, as mechas, a tiara
Posso até adivinhar a cara que ela faz
Quando me escreve

Nina anseia por me conhecer em breve
Me levar para a noite de moscou
Sempre que esta valsa toca
Fecho os olhos, bebo alguma vodca
E vou...

domingo, 24 de março de 2013

Historicamente o setor automotivo possui um peso relativamente grande no setor industrial, ao somarmos toda a cadeia produtiva do setor, o que politicamente se traduz em um grande lobby dentro do governo. Assim, este setor tem se beneficiado constantemente de medidas de incentivo fiscal (como por exemplo, a redução temporária do IPI) que propicia redução de preços e estímulo à compra de veículos.
Além disso, a compra de veículos foi impulsionada pela incorporação de cerca de 30 milhões de habitantes à nova classe média ao longo dos últimos dez anos, principalmente devido à valorização real do salário médio da economia. Este segmento da população teve acesso facilitado ao crédito (por exemplo, em 2010, quando houve alongamento dos prazos de pagamento e redução da fatia de pagamento inicial à vista) o que aumentou o número de habitantes que puderam comprar seu primeiro veículo. Antes disso, vale ressalta a própria estabilização da economia brasileira com o sucesso do Plano Real (a partir de 1994) que deu bases sólidas para a valorização real do salário dos trabalhadores.

O aumento da frota de veículos no Brasil fica nítida ao analisarmos a evolução do número de habitantes por veículo  no gráfico abaixo. Ou seja, quanto menor a razão entre habitantes por veículos, maior é o número de veículos por habitante.


Entretanto, ainda estamos muito longe de países desenvolvidos como por exemplo: Estados Unidos, Alemanha e Japão. Nestes países a proporção entre habitantes por veículo fica próxima a 1. Ou seja, praticamente 1 veículo por habitante. E mesmo ainda estamos aquém da proporção de habitantes por veículos em países emergentes como o México (3,5) e Argentina (4,0). Obviamente além da questão da renda real mais baixa no Brasil (entre outros fatores, devido à relativa baixa qualificação do trabalhador brasileiro), há a questão do preço do carro no Brasil que é muito mais caro do que em outros países. Um dos motivos é o elevado peso dos impostos que encarecem o preço do carro importado.

Além disso, é interessante verificar a grande discrepância que há entre a razão habitantes por veículo ao compararmos as regiões brasileiras. No Norte e Nordeste, onde a renda per capita é relativamente mais baixa, a razão habitantes por veículo é relativamente mais alta (ou seja, menos veiculos por habitante) do que em regiões mais ricas do Brasil como Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Neste último, o destaque fica por conta do Distrito Federal que possui o maior número de veículos por habitante por conta do salário real mais elevado do funcionalismo público federal.


Os dados de população residente foram extraídos da pesquisa PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE. Já os dados de frota de veículos foram obtidos no Boletim Anual da Anfavea



domingo, 17 de março de 2013

Na última quarta-feira (na emblemática data 13/03/13...hehe), foi anunciado o resultado do conclave que elegeu o novo Papa. Vejo com bons olhos a surpreendente escolha do cardeal argentino, arcebispo de Buenos Aires. Obviamente ainda é muito cedo para ter uma noção precisa de seu pontificado e o legado que poderá deixar. Mas acredito que o novo Papa tem condições de ser popular no bom sentido da palavra, pois me passa a impressão de ser uma pessoa humilde, serena e carismática, características estas também marcantes do papa João Paulo II.

O papa João Paulo II nasceu na pequena cidade de Wadowice, a cerca de 50km de Cracóvia. Ele foi arcebispo de Cracóvia antes de se tornar Papa.

Em Setembro de 2011 visitei a cidade de Cracóvia, localizada no Sul da Polônia. Cracóvia é a segunda maior cidade da Polônia e já foi capital deste país em um passado longínquo. Como quase toda cidade européia, ela é relativamente pequena em extensão. Passei três dias lá e pude caminhar a pé por quase toda a cidade. A cidade tem uma triste recordação da Segunda Guerra Mundial, pois a Polônia foi um dos países invadidos pelos alemães e os judeus foram enviados para campos de concentração, como o de Auschwitz (que fica a cerca de duas horas de ônibus desta cidade). Porém é na Cracóvia que tem uma fábrica onde o alemão Oskar Schindler empregou alguns destes judeus (cerca de mil) e ajudou a evitar que eles fossem enviados para os campos de concentração. Esta história foi retratada no premiado filme "A Lista de Schindler".



segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A via é feita de trade-offs. Esta frase só poderia partir de um economista. Os trade-offs explicam muitos dos fenômenos econômicos, mas também das vida das pessoas. Basicamente o trade-off é uma relação em que uma decisão resolve um problema (ou gera um benefício) porém gera outro problema (um malefício). É um conflito de escolha em que ganha-se de um lado e perde-se de outro.
No campo econômico, o governo tem insistido em politicas de estímulo ao consumo em que um dos principais pontos refere-se à elevação real do salário minimo. Esta politica tem o grande benefício social de redução da pobreza e em última instância da desigualdade social ao elevar a renda da população de  (embora esta ainda seja muito grande e gritante) ao elevar o poder de compra da população de baixa renda. Entretanto, este aumento do salário mínimo não tem contrapartida na produtividade do trabalhador, e assim os diversos segmentos industriais intensivos em mão-de-obra sofrem com elevação dos custos trabalhistas pois basicamente tem que reajustar o salário do trabalhador sem que este produza de forma mais eficiente (ou seja, aumente a sua produção por horas trabalhadas, por exemplo). Alguns dos responsável pela baixa produtividade são a baixa qualidade da educação (cientificamente testadas em testes de avaliação da qualidade educacional como por exemplo o teste Pisa realizado pelo OCDE que coloca o Brasil entre os países de pior qualidade de ensino) além da falta de escolas técnicas voltadas para a necessidade dos setores industriais da região (algo que é feito com muito êxito na Alemanha, por exemplo),  e o custo trabalhista é afetado pela legislação trabalhista que impõem custos pesados de admissão e demissão, engessando o mercado de trabalho. Este último fator tem sido aventado por alguns economistas como um dos motivos pelos quais a taxa de desemprego continua baixa no Brasil, o que é parcialmente verdade, mas não é o fator determinante conforme comentarei futuramente.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Embora pareça óbvio, muitos não sabem que o livro Guinness dos Recordes leva este nome devido à cervejaria irlandesa Guinness.

Em  1951 Sir Beaver, diretor administrativo da cervejaria Guinness, participou de uma caçada e surgiu uma discussão de qual seria a ave de caça mais veloz da Europa. Neste momento, ele se deu conta que um livro que fornecesse respostas para este tipo de perguntas talvez fizesse sucesso.

Na cidade de Dublin (capital da Irlanda) o cliente pode visitar a fábrica da Guinness e lá tem toda a história da produção do famoso chopp Guinness, por sinal o meu chopp predileto.