sábado, 12 de outubro de 2013

Congestionamento humano

Vim para São Paulo em 1997 para fazer faculdade, e descontando os anos em que morei em outros locais desde então, moro há 12 anos em Sampa. Assim como inúmeros brasileiros que residem em Sampa ou que moram em cidades vizinhas e vem para Sampa seja para trabalhar e/ou estudar, tenho que conviver diariamente com o verdadeiro congestionamento humano de uma cidade com mais de 11 milhões de habitantes, e mais de 20 milhões na região metropolitana de São Paulo.

Em uma cidade cujo custo de vida não pára de subir, optei neste momento por não ter carro devido aos elevados custos envolvidos, combustível, seguro, e principalmente dois estacionamentos próximos ao meu local de trabalho e de residência, pois meu prédio não tem garagem. Entretanto, depender de transporte público é um teste para a paciência. Tenho convivido com o metrô lotado todos os dias e principalmente a lentidão das baldeações. Em geral, o sistema de metrô funciona bem, mas o problema é que qualquer falha no sistema (mesmo de 5 minutos) leva a um congestionamento humano ainda maior e lá vamos nós, trabalhadores, estudantes, donas de casa e aposentados esmagados como verdadeiras sardinhas enlatadas.

As soluções possíveis têm sido discutidas intensamente e como em qualquer outra área, há aqueles pontos de consenso que todos estamos cansados de ouvir na mídia -- ampliação das linhas de metrô, corredores de ônibus, monotrilhos, etc:. Além disso, também há consenso sobre a necessidade de levar o local de trabalho mais próximo ao da população. A idéia principal é conceder incentivos tributários para empresas que queiram se instalar em regiões periféricas da cidade. Porém, precisamos pensar em medidas adotadas hoje que estejam alinhadas com um objetivo maior de longo prazo. Neste sentido, acredito que uma das medidas possíveis seria um planejamento de atração de empresas que atuem em segmentos relacionados ao perfil dos cursos de faculdades e escolas técnicas para que os estudantes consigam oportunidades de estágio sem necessidade de um grande deslocamento. Ou mesmo, fazer o contrário, primeiramente atrair empresas  de um determinado segmento para a região, e a partir daí já decidir sobre a construção de escolas técnicas para suprir parte da mão-de-obra futura necessária.

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