sábado, 18 de maio de 2019

Educação no Brasil. Acabei de reler um livro do jornalista Daniel Barros chamado “País mal educado - por que se aprende tão pouco nas escolas brasileiras”. O livro relata histórias reais do dia-a- dia e desafios de diversas escolas espalhadas pelo Brasil em cidades grandes e as pequenas. No balanço geral do livro fica claro que as experiências bem sucedidas exigiram um conjunto coordenado de medidas em que destaco o foco na estruturação e valorização da carreira do professor,em que destaco os seguintes pontos: 

I) figura do coordenador pedagógico para ajudar os professores na elaboração das aulas

II) pagamento de um adicional ao professor para o professor que ensinar em tempo integral na mesma escola. 

III) reformulação dos cursos de licenciatura com foco maior em técnicas de didática.

IV) maior estímulo do governo em escolas de tempo integral (minimo de 7 horas), mas com plano de aulas pedagógicas nos períodos da manhã e tarde, mesclado com atividades opcionais de interesse do aluno como música, arte, esporte, etc.

No livro, destaco também o capítulo em que o jornalista relata os esforços de diversos ministros da educação, começando com Paulo Renato (governo FHC), Fernando Haddad (governo Lula) e Mendonça Filho (Temer), e mesmo outros com passagens rápidas como Cid Gomes (governo Dilma) na elaboração e aperfeiçoamento das provas de avaliação dos alunos (base para entendimento do estágio da educação e elaboração de políticas públicas adequadas) e para a criação da Base Nacional Comum, que se constitui em um plano detalhado do conteúdo mínimo obrigatório a ser ensinado em casa série. Esta base corresponde a cerca de metade do conteúdo a ser ensinado, sendo que a outra parte pode ficar a cargo de ensino de conteúdos de interesse regional. Ou seja, independente do partido no comando do governo, houve uma sequência de esforços contínuos no aperfeiçoamento de políticas na esfera educacional.

Por fim, destaco também os esforços do INEP, que é o órgão responsável pela elaboração das provas de avaliação, e que ganhou este protagonismo graças a esforços contínuos adotados pelos diversos governos, de PADB, PT e PMDB. E fico entristecido com a balbúrdia que se tornou o ministério da educação no governo atual, sendo que já teve 3 trocas na presidência do INEP em curto espaço de tempo, e nomeação de secretários e ministros com pouca ou nenhuma experiência em politicas educacionais. 
Interessante o relato do ex-ministro da educação Mendonça Filho (no governo Temer) em que logo que assumiu o ministério, pediu sugestões de nomes com experiência relevante em politicas educacionais para politicos de outros partidos.

Em suma, recomendo a leitura do livro que trata de diversos outros pontos efetivamente relevantes para melhorar a qualidade da educação no Brasil, e que traz relatos da realidade atual em diversas escolas espalhadas pelo Brasil, seja na periferia de São Paulo, em uma cidade pequena de Pernambuco, Cará, Bahia, e assim por diante



Este é o verdadeiro foco que o governo deveria adotar para melhorar a educação no país, e não adotar a visão distorcida de que professores são de esquerda e querem doutrinar os alunos. Uma pena para o país ter um governo, este sim,com uma visão doutrinária, e que infelizmente é um reflexo de opiniões também distorcidas de diversas pessoas, algumas próximas no círculo de convívio profissional.

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