Na semana passada participei de um almoço-palestra com um representante do Ministério da Economia. Ele comentou sobre algumas medidas e projetos que compõe a agenda do governo, mas o que me chamou a atenção foi um breve comentário a respeito do Pronatec, que ficou conhecido especialmente durante o governo Dilma. Embora este programa tenha o mérito natural de promover a qualificação de trabalhadores e assim melhorar as chances de conseguir um bom emprego, ele citou estudo do IPEA que chegou a uma conclusão que o Pronatec reduziu a produtividade do trabalhador. O que parece ser
um contrassenso, na verdade o estudo mostra que por falta de um programa melhor focalizado para atender ao tipo de emprego oferecido pela região onde o trabalhador mora, há inúmeros casos de trabalhador com curso do Pronatec que tem encontrado dificuldades de conseguir emprego, sendo que este temp dedicado ao curso poderia ter sido melhor investido na busca por emprego. A crítica ca que eu faço é em relação à forma que o programa era vendido pelo governo Dilma, como sendo a tábua de salvação para pessoas com baixa qualificação, e muitas vezes associando ao setor industrial. Ocorre que a maior parte dos cursos do pronatec é ligado ao setor de serviços, e é natural que seja assim, pois este é um setor que representa cerca de dois terços de tudo o que é gerado anualmente. Mas além de ter faltado maior transparência na divulgacão, concordo com a critica da falta de foco do programa, que no final das contas em determinados casos não ajuda o trabalhador e até prejudica, além de representar uma má-alocação na distribuição dos recursos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário